A Associação Comercial do Paraná (ACP) lançou, este mês, um documento que promete mudar as relações comerciais entre os empresários do Estado e toda a cadeia produtiva, de diversos setores. De acordo com a ex-presidente da entidade, e uma das integrantes da comissão especial da ACP para a criação do código, Maria Christina de Andrade Vieira, este documento representa a gestão profissional das empresas. "Um Código de Ética está implícito na Missão e nos valores, porém complementa-a por se tratar de normas de conduta, comportamento e ações específicas. O código facilita a gestão e contribui para a produtividade, por deixar transparente os processos decisórios, inibindo dilemas ou dúvidas", afirma. Para ela, as empresas ainda não percebem o quanto o cotidiano é vinculado à ética empresarial entendida como ação.
A aplicação do código está atrelada a um modelo democrático e partícipe que envolve todos os níveis hierárquicos de uma empresa. Segundo Maria Christina, é possível apresentar um modelo e debater ponto a ponto com os funcionários, que validam o processo interno. "O Código deve ser vivo, dinâmico, visível e transparente para a comunidade. Tem que ser a "cara" da empresa, do líder, dos executivos e funcionários", complementa.
A Galvão Locações, empresa do mercado imobiliário curitibano, tem falado na implantação de um código interno desde 2009. "Era de suma importância que isso fosse formalizado pela ACP, pois até hoje as empresas seguiam uma ética, mas isso acontecia informalmente e era desconhecido pela maioria dos colaboradores. Com a formalização do documento vamos garantir o exercício das nossas atividades fundamentadas a partir de um código, facilitando os trabalhos da equipe", diz a diretora geral, Fátima Galvão.
Fátima disse ainda que a criação do código de ética da ACP servirá de base para que outras empresas elaborem este mesmo documento em nível interno, para ser praticado entre e com seus funcionários. "Está no planejamento estratégico, desde o ano passado, a formalização das regras de conduta (código) da Galvão Locações, espero que outras empresas façam o mesmo, para que as relações todas - entre concorrentes, com os clientes e com fornecedores - sejam pautadas por ética", completa a diretora.
Segundo Maria Christina, o significado institucional e simbólico junto à comunidade pode agregar valor às marcas. "Um Código é o guarda-chuva, a estrutura, a raiz da Responsabilidade Social (Cultura, Esporte, Educação, Social, meio Ambiente) e da Sustentabilidade", afirma.
Na prática o código funcionará como qualquer processo transparente. De acordo com Maria Christina, ele deve otimizar e facilitar tomadas de decisão porque tem regras, normas, procedimentos e condutas que estão claras a todos. "Evolui a gestão que deixa claro a fornecedores, parceiros, clientes e comunidade os critérios adotados pela empresa. Numa empresa familiar como a Galvão é um avanço na profissionalização das relações entre as partes e no trato com fornecedores", finaliza.
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